Nascemos livres. Entretanto, a sociedade e nós mesmos criamos mil cadeias para nós. Mas, dentro de nós, dependendo
de nossa própria vontade, podemos ser livres, mesmo que aprisionados por guilhões. Se a liberdade é uma ânsia tão profunda de nosso ser, ela não significa, como tantos pensam, fazer qualquer coisa, como, quando e onde se quiser. Isto tem outro nome: licenciosidade. A liberdade liga-se ao poder de decisão, de escolha. Este é o bem precioso que não conseguimos admitir que alguém nos tire. Todos temos um projeto fundamental de vida. E queremos ser livres para realizá-lo. E é na sua execução que exercitamos a liberdade porque o caminho sempre terá percalços, encruzilhadas, nos obrigará a renúncias, enfim, nos dará mil oportunidades de decidir o que fazer para perseguir o ideal.

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